sexta-feira, 10 de julho de 2015

Futuro incerto.

                Minha ultima visão ao deixar SilverSkull foi de uma flecha atravessando a garganta de Luke, meu bravo comandante continuou sorrindo e atirando de forma heróica contra o exército inimigo. Ao fim da tarde, havíamos recuado e perdido nossa principal defesa ao norte. As baixas calculadas eram de termos perdido 20 mil vidas, e o exército da Alliance 170 mil baixas. Foi uma vitória de Pirro para eles, conquistar SilverSkull custou mais de ¼ de seu exército. Todavia, ainda marchavam 330 mil soldados na frente norte. E outros 150 mil não sabíamos exatamente onde. As trevas haviam chegado. Tempos negros de dor e aflição se instauravam.
                Não pude dormir. Os gritos, as cenas, o sangue... Todo aquele som. Os fantasmas que gritavam aos meus ouvidos, os amigos que eu tinha sacrificado. Nenhum deles me permitia ter paz. Era como se os espíritos deles me clamassem por vingança. Sentei-me em minha mesa, enviei um morcego para Algustus. Tentaríamos outra estratégia. Li os relatórios dos comandantes, vi as baixas, assinei cartas para as famílias, mandei flores e deixei que os mortos enterrassem os mortos. Nós éramos os próximos alvos, ShadowFalls, a capital republicana, os rebeldes, inspecionei as muralhas, cada uma de nossas defesas.
                O que nos aguardava era uma incógnita. Deitei em minha cama após um banho e desejei poder olhas as estrelas, as nuvens me impediram. Então eu adormeci sem saber o que esperar do amanhã. Ao longe as legiões inimigas marchavam em nossa direção. Dragonsreach não dava noticias, nem mesmo sabia se podia confiar em Algustus. Elfenrai apoiaria o bruxo das flores em sua decisão, seja qual fosse. Eu podia ver o rio de sangue, e ouvir os corações parando. Seria isso o fim?  Tanto treino, tanta dedicação e nos dobraríamos para o machado do carrasco, esperando a morte nos levar?  A esperança parecia especialmente moribunda naquela noite. 

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